Um filme interessante. Por não fazer uso da data como um motivo para piadas ou explicitação do espírito natalino, talvez. É uma família mostrando para o espectador que os laços sangüíneos não implicam em amor necessariamente, mas em uma relação de troca, de obrigações e deveres. Reconhecimento. Corrijo-me, a premissa é que é interessante. O filme é prolixo, cada personagem tem seu momento de desabafo e seu momento de atitude com relação àquilo que lhe perturba. Cansa, né. Naquilo que posso denominar de “vida real”, nem todo mundo reage, qualquer que seja o estímulo. Não comparo o cinema a vida real, mas esse filme se supõe um retrato dela. Pior: uma lição.
Estruturalmente, a quebra da quarta parede se votla contra o filme. O filme é um filme. Pode haver quebra formal (deus me livre desse mal), investigação estrutural, psicodelia estética ou pirotecnia tecnológia. Que seja. Mas não se pode esquecer nunca que o cinema não é teatro. O cinema dialoga com o teatro, dialoga com as artes plásticas, mas o cinema não é e nunca será teatro. Sua investigação formal aqui, Sr. Desplechin, a que vem? Brecht já morreu faz um tempo e esse escolha para o seu filme não foi muito funcional.
Catherine Deneuve, você ainda é musa.
Nota: 7/10
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Tags: Arnaud Desplechin, Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Comédia Dramática, Drama, Família, França, Mathieu Amalric, Natal

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